Vale a pena investir no maior FII do Brasil? Análise Completa e Cenário para 2026
O Maxi Renda (MXRF11) encerra o ano de 2025 consolidado como o fenômeno absoluto da Bolsa brasileira. Com mais de 1,3 milhão de cotistas, ele se tornou a porta de entrada para quem busca viver de renda passiva. Mas, com a economia em transição, a pergunta que todo investidor faz é: ele ainda vale a pena para o próximo ano?
Nesta matéria, mergulhamos nos números atuais de fechamento de ano, no perfil do seu portfólio e nas projeções estratégicas para o cenário de 2026.
📊 Raio-X: O MXRF11 Hoje (28 de Dezembro de 2025)
No fechamento deste último domingo de 2025, os números do MXRF11 demonstram uma resiliência impressionante. O fundo termina o ano “saudável” e com preço equilibrado.
| Indicador | Valor Atual (Ref. Dez/25) |
| Cotação Atual | R$ 9,54 |
| Dividend Yield (12 meses) | ~12,25% |
| P/VP (Preço / Valor Patrimonial) | 1,01 |
| Liquidez Diária | R$ 14,3 milhões |
| Patrimônio Líquido | R$ 4,34 Bilhões |
Com um P/VP de 1,01, o fundo está sendo negociado praticamente em seu “preço justo”. Isso é um excelente sinal para o investidor, pois indica que não há um ágio exagerado nas cotas, permitindo uma entrada segura antes da virada de ano.
💰 Dividendos: O “Pingo” Mensal Consistente
O grande atrativo do MXRF11 é a sua regularidade. O fundo encerra dezembro entregando um rendimento de R$ 0,10 por cota.
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Histórico Recente: Ao longo de 2025, a distribuição variou entre R$ 0,09 e R$ 0,10, mantendo um retorno real que superou muitos investimentos de renda fixa e o próprio IFIX.
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Acessibilidade: Por ser um fundo de “base 10”, com menos de R$ 10,00 o investidor já garante sua fatia nos lucros mensais, o que facilita o efeito dos juros compostos.
📂 O que há por dentro do Fundo? (Portfólio)
O MXRF11 é um Fundo de Papel com uma estratégia híbrida e diversificada, o que o protege de crises em setores específicos:
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CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários): Representam cerca de 80% da carteira. São títulos de dívida indexados ao IPCA (inflação) e ao CDI (juros), garantindo fluxo de caixa constante.
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Permutas Financeiras: O fundo possui participação em projetos residenciais, o que traz um “tempero” de ganho de capital extra conforme as obras avançam e as unidades são vendidas.
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Cotas de FIIs: O restante do patrimônio está alocado em outros fundos imobiliários, permitindo que a gestão da XP Asset aproveite oportunidades em todo o mercado.
🚀 O Cenário para 2026: A Virada dos Juros
Se 2025 foi o ano dos juros altos (Selic em 15%), 2026 desenha-se como o ano da valorização. Segundo as projeções do Relatório Focus, a tendência é de queda nas taxas, com a Selic buscando os 12,25% até o fim de 2026.
Como isso impacta o seu investimento?
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Rendimentos: Com a queda da Selic, os títulos atrelados ao CDI pagam um pouco menos. A expectativa é que os dividendos se estabilizem entre R$ 0,085 e R$ 0,09. Mesmo assim, o retorno continuará sendo muito superior à poupança e títulos de renda fixa prefixados.
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Valorização da Cota (Marcação a Mercado): Este é o grande trunfo para 2026. Quando os juros caem, as cotas de FIIs tendem a subir. Quem se posicionar agora, com a cota a R$ 9,54, poderá colher ganhos de capital significativos quando o mercado migrar da renda fixa para a variável.
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Resiliência na Inflação: Com o IPCA projetado em 4,06%, a parcela da carteira indexada à inflação continuará protegendo o poder de compra do investidor.
🔄 Comparativo: 2025 vs. 2026 (Projeção)
| Fator | Realidade 2025 (Juros 15%) | Projeção 2026 (Juros 12,25%) |
| Foco do Investidor | Dividendos máximos no mês | Ganho de capital + Renda estável |
| Dividendo Médio | R$ 0,10 | R$ 0,085 – R$ 0,09 |
| Preço da Cota | Estável / Valor Justo | Tendência de Alta (Ágio) |
✅ Veredito: Vale a pena ter o MXRF11 na carteira?
A resposta é SIM, mas com estratégia.
O MXRF11 encerra 2025 como o “queridinho” por um motivo: ele entrega o que promete. Para 2026, ele deixa de ser apenas um “pagador de dividendos” para se tornar uma peça estratégica de valorização.
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Para Renda: Ele continua sendo um dos melhores pagadores para quem busca previsibilidade. Mesmo com a Selic caindo, ele deve manter um yield superior a 1% ao mês (isento de Imposto de Renda).
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Para Segurança: Por ser um fundo gigante e muito diversificado, o risco de uma perda total é diluído entre centenas de CRIs diferentes.
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Atenção ao P/VP: Em 2026, com o otimismo do mercado, a cota pode subir demais. Evite comprar se o P/VP estiver acima de 1,05 (pagar mais de R$ 10,50 por algo que vale R$ 10,00 patrimonialmente).
- Vantagens: Altíssima liquidez, gestão experiente e diversificação de risco.
- Riscos: Como todo fundo de papel, ele é sensível ao risco de crédito (calote) das empresas emissoras das dívidas, embora o histórico do MXRF11 seja de excelência.
O MXRF11 é um excelente “alicerce” para qualquer carteira, servindo tanto para o iniciante quanto para o veterano que busca atravessar a transição econômica de 2026 com tranquilidade.
Aviso: Este artigo tem caráter meramente informativo e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos. Todo investimento em renda variável envolve riscos.




