📉 Ações da Disney recuam após alerta sobre queda de visitantes internacionais nos parques dos EUA
Por: [Allocationbr] 3 de fevereiro de 2026
As ações da Walt Disney Company (DIS) caíram significativamente após a empresa alertar que o número de visitantes internacionais em seus parques temáticos nos Estados Unidos está em queda, uma sinalização que levantou preocupações entre investidores e impactou o desempenho dos papéis na bolsa.
📊 A reação do mercado e o desempenho das ações
Na segunda-feira, as ações da Disney recuaram até cerca de 7% nas negociações, refletindo o nervosismo dos investidores diante das perspectivas menos positivas para a unidade de parques temáticos.
Esse movimento ocorreu após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre fiscal encerrado em dezembro de 2025, quando a empresa informou que, embora tenha registrado crescimento de receita e lucro acima das expectativas, a queda no número de visitantes internacionais nos parques dos EUA se tornou um ponto de atenção.
🎢 Queda de visitantes internacionais e motivos
Segundo dados setoriais e relatórios do mercado:
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Os Estados Unidos registraram uma queda no número de visitantes estrangeiros em 2025, parte de um movimento de oito meses consecutivos de redução do turismo internacional ao país, conforme dados oficiais.
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A redução no fluxo de turistas de fora reflete fatores amplos que vão desde políticas de imigração mais rígidas, custos de viagem elevados e percepções negativas sobre a segurança e imagem dos EUA no exterior, até concorrência crescente de destinos internacionais e mudanças de preferência dos viajantes.
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Isso impacta diretamente parques como o Walt Disney World (Flórida) e a Disneyland (Califórnia), que tradicionalmente contam com uma fatia relevante de visitantes estrangeiros — até 25–30% do público total em determinados períodos.
Mesmo assim, a Disney tem visto crescimento de público doméstico e aumento do gasto médio por visitante, compensando em parte a retração internacional.
🧾 Resultados financeiros: sinais mistos
Apesar da queda das ações, os resultados financeiros da Disney para o trimestre mostram uma performance positiva em vários módulos:
✔️ Receita total: A Disney registrou cerca de US$ 26 bilhões em receita, um aumento de 5% ano a ano, superior às estimativas de analistas.
✔️ Lucro antes dos impostos: A empresa registrou US$ 3,7 bilhões, superando as expectativas de Wall Street.
↘️ Lucro por ação ajustado: Caiu para US$ 1,63, uma redução de aproximadamente 7% em relação ao ano anterior, embora ainda melhor do que algumas projeções.
A divisão de **“experiências” — que inclui parques, cruzeiros e produtos licenciados — gerou cerca de US$ 10 bilhões em receita, responsável por uma parte significativa dos lucros operacionais da empresa, apesar dos ventos contrários com os visitantes internacionais.
🌍 Perspectiva do turismo e impactos nos EUA
A retração no turismo internacional não é um fenômeno isolado da Disney. Dados mais amplos indicam que o fluxo de turistas estrangeiros para os EUA tem enfrentado desafios:
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O país registou um declínio de até cerca de 6% no número de visitantes estrangeiros em 2025, mesmo quando o turismo global apontou crescimento em termos de gastos globais.
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Isso tem afetado não apenas os parques temáticos, mas destinos turísticos e setores dependentes de visitantes internacionais em várias regiões dos Estados Unidos.
📈 Streaming em alta e outros pontos positivos
Enquanto a presença internacional nos parques enfrenta desafios, outras áreas da Disney mostram força:
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As plataformas de streaming (Disney+, Hulu, ESPN+) tiveram crescimento expressivo nos resultados operacionais, impulsionando receitas e ampliando margens.
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A empresa também anunciou planos de recompra de ações e geração substancial de caixa para 2026, reforçando a confiança na continuidade do crescimento.
🔄 Transição de liderança
Outro fator que exerce influência no mercado é a transição na liderança da Disney. O atual CEO Bob Iger anunciou sua saída programada para o final de 2026, e a empresa está em processo de escolha de seu sucessor — um elemento que pode acrescentar volatilidade às ações enquanto o cenário de liderança não fica totalmente definido.
🧠 Conclusão: fundamentos sólidos, mas com alertas
A queda nas ações da Disney em resposta à redução de visitantes internacionais nos parques dos EUA representa a combinação de:
✔️ Fortes resultados operacionais, especialmente em receita e lucro geral;
✔️ Desafios no segmento de parques domésticos, com menos turistas estrangeiros;
✔️ Transição de liderança em curso, adicionando incerteza ao cenário de médio prazo;
✔️ Demanda resiliente no streaming e outros segmentos, mitigando parcialmente os riscos.
Para investidores e observadores de mercado, o caso da Disney se desenha como um exemplo clássico de como forças estratégicas macroeconômicas e geomercado podem afetar até grandes empresas com presença global — mesmo quando seus números mostram crescimento em áreas relevantes.
Com a redução de visitantes internacionais em seus parques temáticos nos EUA reflete uma combinação de fatores — desde desafios no turismo global até questões operacionais e de liderança.
Embora o desempenho financeiro geral continue sólido, os mercados estão atentos aos possíveis impactos de longo prazo dessa tendência e à transição de comando na empresa.
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